sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Questão de tempo

Aconteceu. E nem demorou tanto. Eis que cedi. Rendi-me, acostumei. Gosto daqui. Não, não é igual ao Brasil, mas é bonito também. É diferente e é bonito. Não tem a o cheiro de mar que me faz sorrir, mas é muito bonito o emaranhado de galhos pelados e contorcidos em contra luz ao sol rubro-amarelado do poente prematuro as 4 da tarde. É bonito sair de casa e ver tudo branco, macio, tão bonito que a gente até esquece o desconforto do frio. Dá vontade de sair brincando e fazendo bagunça na neve.
É agradável também. Não é como estar num bar bem carioca tomando uma cerveja, mas é bem agradável entrar num ambiente quentinho e tomar um chocolate quente pra se aquecer por dentro com um gosto tão agradável. É agradável ser tão bem tratado, sempre com um "have a really nice day" e um sorriso simpático a cada vez que troca palavras com alguém.
E sabe, é muitíssimo boa a sensação de liberdade. De saber que estou ganhando o meu dinheiro e vivendo por mim mesma. Que quem manda no meu nariz sou eu. Mas disso eu sempre gostei.
É claro que morro de saudades e guardo minhas amarguras pelas oportunidades que estou perdendo por não estar no Brasil. Quero muitíssimo voltar. Sei que, como esperava, as aves daqui realmente não gorjeiam como as de lá. Mas agora estou tranquila. Posso esperar pacientemente a hora de voltar e aproveitar as belezas e prazeres daqui, enquanto isso...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Anti-contato.

Eu tenho uma teoria. Os americanos têm um motivo pra evitarem o contato físico. Aqui tudo fica eletrizado o tempo todo e quando a gente tenta encostar nas pessoas, toma um choque (e a pessoa também). Toma choque encostando nas pessoas, puxando o lençol na cama, arrumando o cabelo (aliás, diga-se de passagem que é um saco quando o cabelo fica eletrizado e gruda no rosto). Se você encontra alguém na rua e vai dar um beijinho, sai faísca. Acho isso um bom motivo pra evitar contato físico sabe. Mas detesto essa falta de contato.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Analisando o lugar

  1. Bom, aqui é tudo grande. MUITO GRANDE. Camas, casas, sacos de batatas, pessoas, garrafas de óleo, potes de sorvetes... tudo.
  2. Aqui é tudo longe. E não tem NENHUM transporte público. Nem táxi (eles só aceitam corrida se for cara)
  3. Incrivelmente, aqui a previsão metereológica SEMPRE acerta. Isso é tão estranho. O cara do weather channel deve ser Deus.
  4. Aqui é tudo muito barato. Isso explica tanto desperdício, ao menos em parte.
  5. As casas aqui são feitas, basicamente, de papelão e gesso. É por isso que qualquer ventinho leva. ¬¬ Ainda não entendi porque ninguém faz de tijolo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Análise sobre o povo americano

  1. Ao contrário do que eu sempre pensei, eles são TODOS muito simpáticos. Ao menos se for só pra amizade.
  2. É, sobre o modo de vida eles são mesmo tudo aquilo que pensávamos: gordos, consumistas, perdulários, sedentários e com péssimos hábitos alimentares.
  3. Os autores dos filmes de Holywood não têm imaginação alguma, pois tudo aqui é exatamente como nos filmes. Ficção é coisa que não há para esses tais cineastas.
  4. Em termos de relacionamentos, aparentemente eles são bem lerdos e idiotas, do tipo que fica babando e pensando "great tits, big ass, beautiful girl, hot, i want ya"
  5. Não, eles realmente não têm a menor noção de que o resto do mundo existem. Eles acham que a língua que se fala no Brasil é brasileiro e não são capazes de localizar o país num mapa.
  6. Apesar de serem coniventes e até incentivadores desse sistema terrível, injusto e cruel, são pessoas exatamente como nós, que só querem a cervejinha nossa de cada dia depois do trabalho cansativo e um futebol (americano, ou basquete) pra divertir.
  7. Até que eles tomam banho com bastante frequência, inclusive no inverno. =]

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O caso da orelha

Estávamos nós, 3 moças forasteiras, voltando do trabalho pra casa, com uma temperatura em torno de -10 graus celsius. Laís, com um ótimo casaco, mas sem nada na cabeça. Eis que começa a criatura a gritar de dor, com a orelha congelada. Eu, inocentemente, informo pra ela não mexer na orelha, porque pode quebrar. Ela começa a correr desesperada. Estávamos, então, 3 forasteiras correndo e gritando pra casa (uma delas, a colombiana, GARGALHANDO da situação, diga-se de passagem). Chegamos, colocamos a orelha congelada na água quente, depois secamos com secador. Sim, estavva congelada, deu pra ver descongelando. Acho que doeu. Agora a gente só anda com protetor de orelha por aí! ;)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Bom começo

Bom, estou escrevendo só agora porque só agora comprei meu computador. Neste momento estou cansada demais pra escrever direito, mas posso dizer que foi um bom dia, apesar de cansativo e de um pequeno stress. Amanhã começo a escrever direito aqui.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Macumba de mãe


Hoje é quarta. Estou à beira de um ataque. Minha mãe deu crise ontem dizendo que tinha que reservar uma noite pra nós (eu, ela e minha irmã) para cuidar da beleza e acalmar os ânimos. Tipo um spa doméstico. E, realmente, nada como uma macumbinha de mãe pra gente se sentir melhor. Massagem ayurverda e comidinha de mamãe, reza de vó rezadeira, uma pitadinha de fé e tudo vai dar certo.